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"Desafios locais face à globalização" 11 e 12 de abril de 2003 - FLACSO-Quito, Equador |
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A América Latina é uma das regiões do mundo que conta com maior diversidade tanto cultural como biológica, e que ao mesmo tempo tem sofrido sucessivas crises econômicas sistêmicas, cujas consequências têm evidentes implicações de caráter social e ambiental. Portanto, o estudo das inter-relações entre crescimento econômico, distribuição da renda e impactos ecológicos deve ser considerado um elemento estratégico para alcançar um desenvolvimento melhor balanceado. Historicamente, os problemas econômicos, sociais, institucionais e ambientais têm estado vinculados, de forma que a busca de soluções deve pautar-se em uma perspectiva interdisciplinar. Durante as últimas duas décadas, a região tem assistido taxas de crescimento econômico muito inferiores às cifras esperadas, uma exacerbação das desigualdades sociais e um debilitamento institucional, assim como uma crescente pressão sobre o funcionamento dos ecossistemas e um agravamento dos conflitos ambientais. Estes fatores explicam a relevância e urgência de considerar e desenvolver modelos alternativos para o desenvolvimento na América Latina. O Congresso Ibero Americano sobre Desenvolvimento e Meio Ambiente, cujo título é "Desafios locais face à globalização", pretende estabelecer um fórum de discussão plural, científico e social sobre conceitos, metodologias e experiências que permitam analisar a relação entre desenvolvimento local, meio ambiente e eqüidade social na era da globalização econômica, provendo uma luz sobre as estratégias a serem seguidas. Um dos principais objetivos deste evento é o de constituir as bases para a criação de uma Rede Ibero Americana de Economia Ecológica (RIEE), cujo objetivo será fortalecer os vínculos entre os grupos de pesquisa da região e incentivar as relações de cooperação com grupos de pesquisa além do continente. Do nosso ponto de vista, o processo de crescente integração econômica e cultural que está ocorrendo na América Latina deveria ser acompanhado por uma melhor comunicação e desenvolvimento científico. Neste sentido, o lançamento da RIEE contribuirá como um fator multiplicador, não somente oferecendo um fórum regional de discussão e intercâmbio, mas também fortalecendo os vínculos entre os diversos grupos de pesquisa nacionais existentes ou em processo de formação. Avançar por um rumo de desenvolvimento sustentável na América Latina é claramente necessário, ao mesmo tempo em que é um processo complexo e difícil, como demonstram as contínuas crises financeiras e recessões econômicas, a crescente desigualdade social e agudização da pobreza, e a deteriorização progressiva dos ecossistemas da região. Portanto, uma análise multidisciplinar e integrada, em diálogo com a sociedade civil, resulta em um elemento necessário para identificar as chaves que permitam formular estratégias locais de melhoria do nível e qualidade de vida das populações afetadas. Por conseguinte, de acordo com o nosso ponto de vista, é vital o encontro e intercâmbio de enfoques e resultados entre os membros da comunidade científica iberoamericana que pesquisem em distintas disciplinas e em diversos países esta problemática, assim como a comunicação e validação dos mesmos com as experiências das organizações da sociedade civil organizada, os responsáveis políticos e os agentes econômicos. Um dos principais obstáculos para a participação dos agentes locais da sociedade civil nos encontros científicos internacionais é o idioma oficial adotado, geralmente o inglês, cuja utilização na América Latina é baixa. Para superar esta barreira de comunicação e incentivar a participação ativa da sociedade civil, em conjunção com as contribuições científicas, e dado que o enfoque da problemática se centra na realidade latino americana, os idiomas oficiais do Congresso serão o espanhol e o português. Comitê organizador - Comitê científico PATROCINADORES Empresas:
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